quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Sentimento sem nome

"Mas eu não quero ter vergonha de nada que eu seja capaz de sentir. Tento não ficar assustado com a idéia que este tempo aqui é curto."
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Por isso, o que eu tiver pra falar, eu vou falar. Só não sei por onde começar, se eu nem mesma sei como pode existir algo tão intenso assim. Simplesmente foge de mim. Pertencia àquela espécie de gente que mergulhava nas coisas às vezes sem saber por que, não sei se na esperança de decifrá-las ou se apenas pelo prazer de mergulhar. Essas são as escolhidas — as que vão ao fundo, ainda que fiquem por lá.

3 comentários:

Nathália von Arcosy disse...

Nossa, Fran... como pode um texto tão curto ser assim tão profundo e perturbador? MUITO BOM.

"Só não sei por onde começar, se eu nem mesma sei como pode existir algo tão intenso assim. Simplesmente foge de mim."

Como há coisas que não conseguimos conter/sentir/imaginar a imensidão? Digo isso porque talvez saiba do que você fala, sou do tipo que mergulha, também não sei se pelo prazer do mistério ou do simples ato de mergulhar. De qualquer forma, às vezes fico por lá mesmo, que o mundo aqui de fora anda superficial demais e eu tenho medo de sucumbir... =/

PS. Andou lendo Clarice?

Eduardo Campagnoli disse...

Pois que fale. Comece pelo começo. Se o começo não for bom, que seja pelo meio. Se o meio for equilibrado demais, que seja pelo fim, então. Há quem diga que superfícies são ruins. Digo que nem tanto, já que é nela que vemos se podemos dar o primeiro passo, avançar o sinal verde e essas coisas.

Eduardo Campagnoli disse...

...avançar o sinal verde, mergulhar a fundo e essas coisas.