quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Malas sozinhas

Eu me encontraria
Se eu tivesse me perdido
Eu caminhei muito tempo.
Tempo demais para uma lúcida
Pudera alguém caminhar tanto
Sem sair do lugar?
Mente viajante, alucinante.
Não falemos de amor, meu caro.
Eu não compreendo de romantismo.
Mesmo tendo amado pra sempre e
Acabado por aí mesmo.
Eu queria dizer da minha estrada
Dos meus desvios e obstáculos.
Eu queria não somente descrever uma viagem
Mas eu pediria que viesse comigo.
Você consegue carregar minhas malas?
Não, nem eu consigo.
Lembre, eu não fui a lugar algum
Eu viajei tanto.
Eu me pergunto se alguém carrega o peso
De outrem por muito tempo.
Ainda mais quando não se sai dali.
Eu precisei “ descarregar”...
Eu chorei.
Eu precisei “descansar”...
Parei de chorar.
Eu precisei sorrir
Você estava ali?
Olhei pra trás
Vi a estrada da mente alucinada de paixão
Droga, paixão.
Ria tanto que mal podia acreditar.
Eu estava sim, como não
Pensando num amor distante
Pela mente desvairante, alucinante.
Mesmo não entendendo de romantismo.
Não devo negar um coração.
Mesmo cheia de malas sozinhas.

1 comentários:

Eduardo Campagnoli disse...

Lembra da gente caminhando e caminhando pelo centro, na chuva, sem destino e indo lá e cá, sem sair do lugar? Foi engraçado e bom. Não sei se carregávamos as malas um do outro. O que sei é que, com mala ou sem mala, sozinho eu não me sentia.